17.7.04




Que nome tem isso



Eu pensei muito antes de escrever este texto. Primeiro, porque não sabia que título dar a ele. Pensei em chamá-lo de "Música e Magia", mas além da irritante obviedade, este pobre título não é descritivo o suficiente para a experiência que foi escutar pela primeira vez aquela voz. Na verdade, "voz" também não preenche totalmente de som e significado o inprint que a presença daquela artista fez em minha alma. É... presença talvez seja a melhor palavra.

A música era boa, a voz perfeita, o violão excepcional, mas, mais que um concerto de alto gabarito técnico, o show de Monica Salmaso e Paulo Bellinati foi a expressão musical de toda uma felicidade que nós sentíamos de estar ali. Não apenas nosso pequeno grupo - que compartilhava do exíguo espaço dentro do café Paraty com centenas de outras pessoas, por obra, graça e bendito oportunismo do já lendário Milton Ribeiro -, também havia uma pequena multidão de ouvintes embevecidos, parados, em pé, no meio da rua.

Era tanta a concentração, e o respeitoso silêncio era tanto, que em determinada parte do show a cantora, encantada, virou-se para o lado de fora do café e comentou: "Vocês estão tão bonitinhos com suas carinhas aí na janela..."

Estava tudo mais que bonitinho, estava lindo. Paulo Bellinati tirava sons inacreditavelmente puros de seu violão. Monica esbanjava capacidade vocal e afetiva em iguais proporções. Findo o concerto, continuado o afeto, distribuído equitativamente entre todos os que permaneciam no estabelecimento. Quase ninguém, na verdade, havia saído - não só por falta de vontade, ma por uma certa dificuldade em fazê-lo, devido ao aguaceiro que caía.

Recebi, eu também, o beijo e o carinhoso abraço que deixou o amigo Milton em estado de graça. Recebi bem mais: da insistência de Milton, recebi o presente de um beleza inesperada; da voz e do violão, recebi o enlevo e a maravilha que só vêm da verdadeira arte; observando o brilho intenso nos olhares de meus amigos, reaprendi a força da experiência compartilhada.

Ganhei, então, o presente maior dos laços de amizade reforçados pela lembrança comum, o carinho aprofundado pela nova memória que construímos juntos. Foi assim durante todo o evento. Hoje, Paraty já distante, a FLIP mais que encerrada em 2004,  tenho a um click de distância vozes amigas que, ao serem lidas, trazem consigo um leve dedilhado de violão e um cristalino vocalize que ressoa dentro do coração.

12.7.04



Seixos



Ficou a lembrança dos seixos que forram as ruas por onde caminhei: arredondados ou chatos, sempre irregulares; alguns escorregadios, outros pontiagudos; limpos ou cobertos de lodo. Juntos ou afastados, sob meus pés, davam a sensação que era uma cabra montesa escolhendo com cuidado o caminho a seguir, desejosa de manter o equilíbrio e a dignidade da locomoção. Porque o pavimento de Paraty é um desafio para qualquer um que ache que é algo banal andar em linha reta.

Nestas ruas anguladas, cobertas de antigos seixos e lajotas de pedra, rolava a água da chuva para o meio da passagem, e nas margens dos riachos e lagoinhas improvisados rolavam seixos humanos. Também estes tinham múltiplas formas... arredondados ou chatos, jovens e velhos, educados ou intrometidos, famosos e desconhecidos, elite vestida para a festa ou hippies vendendo seu artesanato espalhado no chão. Era uma babel de sons e cores e caras e jeitos, num murmurar constante de tantos modelos diferentes de seres humanos que chegava a confundir os olhos. Então, o escritor português aparece aos olhos da minha lembrança miscigenado com o povo moreno à sua volta, e o escritor greco-americano aparece mesclado com o negro bonito que passou logo ali.

Paraty semana passada era feita de seixos, de gente e de letras. Eu me pergunto qual foi o impacto disto neste lugar, bem queria saber o que pensam as pedras e as gentes de Paraty, tendo visto passar esta multidão esquisita, esta centopéia carregada livros debaixo dos múltiplos braços. Queria saber do manso cavalo o que ele acha das senhoras inglesas - de curtos cabelos brancos, pesados óculos de aros escuros, que passam por ele com andar apressado - enquanto ele desfila sua tranquilidade herbívora e arrasta atrás de si os turistas na charrete preta.

Queria descobrir quais foram os sentimentos desta cidade em que cheguei pela primeira vez e que me acolheu tão bem, neste abraço monárquico e colonial, no aconchego do antigo. Queria mesmo saber se a cidade gostou de ver aquelas alvas e barulhentas naves estelares pousadas ao lado de seu centro histórico... será que gostaram de ver os escritores tanto quanto pareceram gostar de ver os VIPs da mídia que entravam nas filas para assistir às palestras? Já que estou a perguntar coisas, quantos dos nativos de Paraty assistiram às palestras?

Foram quatro dias de intenso movimento, e eu imagino a cidade agora, em clima de fim de festa, os convidados tendo partido e deixado a arrumação por fazer. Que será que pensam os moradores agora, têm saudades de nós? Em Paraty a chuva caiu, o sol veio e foi, o vento trouxe o calor e o levou embora, mas lá nada consegui descobrir dos enigmáticos seixos que marcham por suas ruas.

Agora, de volta ao abraço cosmopolita e indiferente do Rio de Janeiro, carregada de adjetivos e metáforas a respeito da coisas que vi e vivi, procuro as respostas dentro de mim.

11.7.04

Volta



Já com saudade eu volto. Chego com um suspiro cansado. O silêncio não é mais pleno de paz e tranquilidade, mas rico em expectativa de ser quebrado. Muito eu pensei, li, conversei, andei. Agora está na hora de voltar à casa, começar de novo.

É bom estar entre amigos, e estar entre amigos que amam os livros é ainda melhor. Estar entre amigos que amam os livros e amam escrever é uma alegria imensa. Quando, ainda por cima, estes amigos também sabem o que é escrever um texto e lançá-lo ao mar eletrônico dentro desta garrafa de náufrago que chamamos "blog", aí é como estar entre irmãos que há muito não se encontram. Cada palavra enche o coração de uma alegria que é tão grande que chega a doer.

Quando, juntos, podemos escutar as palavras de pessoas que amam o que amamos e já estão um passo além, publicando seus livros e encantando pessoas de toda a parte, aí é mesmo uma festa. A Festa Literária Internacional de Paraty. Sim, estava muito, muito bom.

21.6.04



Goodbye

Acontece 2, a Missão



Parece que o Lulu Santos não deu conta do recado, afinal. A Sue então reescreve sua letra...

Apenas mais uma de Amor
Lulu Santos / Sue Medeiros

Eu gosto de e me entrego tanto para vocês

Que agora até prefiro me esconder
Deixo assim meu amor ficar subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E näo tem a menor obrigaçäo de acontecer

Eu acho tão bonito isso de ser abstrata a Internet
A beleza dela é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de convencer

Acontece que o sentimento é bem real,
A alegria, a zanga, o choro, a dor
Que me vejo fora do meu normal
Sufocada, sim, pelo meu próprio amor

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá lhes conhecer
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer (eu digo vai doer)
O que eu ganho o que eu perco
Ninguém precisa saber


Aos amigos deste blog:

Este é um adeus provísório, pretendo voltar, só não sei quando. Os comentários e os posts antigos estão aí mesmo, façam uso deles.

Eu tenho projetos de vida e pendências no mundo dito real, e eles me chamam com insistência.

As coisas que tenho visto e sentido na Net me pedem para parar.

Descanso e volto. Mas por enquanto fiquem todos com meu carinho, e as asas de borboleta, que deixo aqui.

20.6.04





Goodbye

Acontece



Tem vezes que nada mais resta a dizer, e um poeta mais sábio que eu sugeriu que se tocasse um tango argentino. No entanto, neste caso, Lulu Santos dá conta do recado.


Apenas mais uma de Amor
Lulu Santos

Eu gosto tanto de você

Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E näo tem a menor obrigaçäo de acontecer

Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de convencer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer (eu digo vai doer)
O que eu ganho o que eu perco
Ninguém precisa saber

17.6.04






O Bambú e o Carvalho



Eis que sou o Bambú.

Eis que sou o Carvalho.

Cresço delgado e alto, e o vento me torna bailarino.

Cresço lento e profundo, e o vento me torna forte.

Eu danço e me curvo; o vento forte não me pode derrubar.

Tenho raízes fundas e tronco largo; o vento forte não me pode derrubar.

Minha touceira de hastes cria um ninho onde pequenos animais procuram abrigo.

Minha farta cabeleira de galhos cria um ninho onde o pequeno e o grande procuram abrigo.

Enquanto danço, admiro a força do Carvalho e isto é bom e belo.

Enquanto resisto, admiro a dança do Bambú e isto é bom e belo.

O Diverso é que cria a Beleza.

O mundo é como devia ser.

13.6.04





Greg Olsen

Contos de Fadas



- Tia borboleta, tia borboleta!

- Sim, crianças?

- Conta uma história?

- Conto sim. Todo mundo preparado?

- SIM!

- Pois muito bem:

"Era uma vez um conto de fadas às avessas. Desta vez, não era a princesa que ficava presa numa torre, mas sim um príncipe encantado que estava preso num labirinto. Durante um longo tempo ele esperou encontrar sozinho a saída de lá, mas em vão.

Um belo dia, uma princesa peregrina passou ao lado da grande muralha de pedra que cercava o labirinto, e escutou o lamento do príncipe, que chorava através de sua flauta. O som a fez parar e escutar. Logo, ela começou a cantar do lado de fora do labirinto, e foi o príncipe que se quedou a escutar. Enfim, começaram a fazer música juntos, mas a muralha de pedra encantada que o aprisionava reagiu, e a hera que a cobria criou enormes espinhos pontiagudos, e a princesa foi obrigada a se afastar.

Sentada debaixo de um grande carvalho, a princesa recostou no tronco centenário e pensou. E pensou, e pensou. Finalmente,erguendo a mão, arrancou três fios de seu cabelo vermelho, e com eles teceu o que parecia o corpo de um pássaro, sem asas. Tendo feito isto, a princesa pensou no cárcere frio que aprisionava aquele nobre príncipe, e duas grossas lágrimas caíram de seus olhos. Ao cair, as duas lágrimas se transformaram em duas grandes plumas brancas. Estas ela espetou, uma de cada lado do boneco tecido com seus cabelos, nos lugares onde haveria asas em um pásaro.

Em seguida, a princesa pegou este curioso boneco em suas mãos, trouxe-o para bem perto de seu rosto e sussurrou-lhe palavras, baixinho. Pousando-o na grama, tirou de seu vestido um broche que enfeitava o vão entre seus seios, e com ele espetou seu dedo. Três gotas de sangue caíram sobre o boneco, que tornou-se um lindo pássaro vermelho de asas brancas e alçou vôo em direção ao labirinto.

O príncipe, que nada conseguia enxergar além da muralha de seu labirinto, achava que tinha tido um sonho, que apenas em sua imaginação escutara a voz de um anjo a acompanhar sua flauta. Deprimido, sentado na grama entre lindas flores que não percebia mais, o príncipe apoiava os braços sobre os joelhos flexionados, e descansava a cabeça sobre os braços. Quando o pássaro começou a cantar, numa voz que parecia um som mesclado de sua flauta e a voz que escutara, o príncipe quase não levantou a cabeça, tão convicto estava que era um sonho. Mas o cantar insistente do pássaro acabou por aguçar sua curiosidade, e ele levantou a cabeça. O pássaro começou a instruir o príncipe, com as seguintes palavras:

- Alteza, é chegada a hora da sua liberdade. A princesa que me criou o espera do lado de fora. Para que consiga sair daqui, é preciso que siga minhas instruções.

- Instruções?

- Sim, meu príncipe. Vou pousar em seu braço, e você vai ter de me matar com sua faca. Abra meu corpo e tire meu coração de dentro do peito, segure-o nas mãos. Ele vai se transformar num lindo anel de rubi. Ponha-o no dedo. Minhas asas se transformarão em duas plumas brancas, espete-as na sua boina. Meu corpo se transformará em um cordão mágico, segure-o forte entre as mãos quando ele começar a mexer.

Dito isto, o pássaro deu um rasante e pousou suavemente no braço do príncipe. O príncipe acariciou a cabeça do animal, hesitante de matar bicho tão lindo, mas com algumas palavras de incentivo do pássaro, acabou por pegar a faca e abrir o peito emplumado. Ao pousar o coraçãozinho do animal, que ainda batia, na palma de sua mão, apareceu o dito anel. O pássaro voltara a ser o boneco tecido de cabelos vermelhos, com duas plumas brancas espetadas como asas.

Quando o príncipe retirou as plumas e espetou-as em sua boina, o corpo do boneco, esquecido na grama, começou a se retorcer e desmanchar, e os três fios vermelhos começaram a crescer e engrossar, trançando-se e virando uma grossa corda que se movia em direção ao paredão de pedra. O príncipe lembrou do conselho do pássaro mágico e agarrou a corda com as duas mãos. Tornado leve pelas plumas e protegido dos galhos e espinhos pelo anel de rubi, o príncipe foi arrastado para cima e por sobre o muro, cavalgando aquele grosso cordame como se fosse uma serpente marinha.

Logo estava diante da princesa, o cordame mágico rapidamente diminuindo e transformando-se novamente em três fios de cabelo, que retornaram à cabeça da princesa. Esta o olhava."

- E cada um que invente o seu final da história - disse a Borboleta sorrindo.

- Ahhhhhhhhh!

- Sinto muito garotada. Cada um vai ter de imaginar o que aconteceu depois.

Alguns protestos, muita algazarra, as meninas defendendo o final feliz, os meninos imaginando os mais bizarros finais de filme de terror. Logo todos estavam correndo e brincando, a Borboleta e o conto já esquecidos. Todos menos uma: a mais pequenininha, que tinha ficado quieta e arregalada enquanto a Borboleta tecia a trama da sua história, subiu ao colo da Borboleta. Lá, pergutou baixinho:

- Tia Borboleta...

- Sim, pequena?

- Algum dia vou ser capaz de criar um pássaro com meus cabelos?

- Ah, lindinha, talvez. Mas é ainda muito cedo. Antes, você precisa aprender direitinho a ser muito feliz, para depois então começar a aprender a fazer o pássaro - para fazê-lo você precisa aprender duas coisas difícieis.

- Que coisas, Tia Borboleta?

- A primeira você já aprendeu, que eu vi enquanto contava meu conto, querida. A primeira é ter empatia profunda pelo outro. Chorar lágrimas sinceras pela dor alheia. Eu bem vi seus olhinhos molhados hoje - disse a Borboleta dando um beijinho no nariz da menina. Esta sorriu e perguntou:

- E a segunda?

- A segunda é ainda mais difícil, docinha. A segunda é aprender a escutar e entender a voz de seu próprio coração. Só quem é capaz de escutar todos os corações é capaz de fazer um pássaro como o da princesa da história. Agora vá viver, brincar, crescer, e um dia me conte o seu final para este conto!

Com mais um sorriso, a menina se juntou à algazarra soando na distância, e a Borboleta sorriu e fechou os olhos. Num instante, no lugar dela via-se um estranho pássaro vermelho, de asas brancas, com um penacho de plumas coloridas na testa que lembrava curiosamente uma borboleta. Este pássaro levantou vôo e...

9.6.04





Agradecimentos tardios



Queria agradecer ao meu amiguinho politizado de esquerda (afe! socorro, heheheh), irmãozinho flamenguista, garoto bacana como poucos, apesar de gostar de hip hop (socorro de novo!), pelas lindas mudanças feitas no meu blog.

Bruninho Trezena, obrigada mil milhões de vezes. Ficou lindão. Deu mais vontade de escrever. Isso não é pouco de se dizer...

Beijões de borboleta

8.6.04





Dorothy Chan

Aquilo que eu gostaria



Você, amado, na sua inocente confiança em mim, ofereceu para me dar um presente. Pediu-me, ó criança linda, que escolhesse. Nem percebeu os monstros que cutucou com seu olhinho brilhante.

Que sabe você deles, não é mesmo? Eu os mantenho enjaulados, fechados, lacrados no calabouço mais fundo que fui capaz de construir aqui dentro. Com a ajuda de Deus, lacrados eles ficarão, apesar de terem uivado como lobos famintos à sua doce menção de um presente.

O presente que gostaria de receber, você não pode me dar. Queria ter vinte anos, e manter a consciência que conquistei chegando até aqui. Queria poder andar de mãos dadas no shopping e me agarrar com você no cinema. Na saída, lanche do mac e caminhada lenta para casa, com direito a beijos em todos os sinais. Queria poder exibir para este mundo maldoso a pureza de nossos sentimentos, com a segurança que o escudo de nossa juventude nos protegeria.

Queria, como só querem os muito desesperados, ser sua princesa encantada. Mas, do jeito que as coisas são, respiro fundo e desisto de pedir antes de escutar o não. E me contento em ser sua fada-madrinha.

Pelo menos para isso me vale ter asas de borboleta.

7.6.04






A Torre de Pedra

Muitas pessoas têm medo de envelhecer – eu não tenho.
Tenho medo de endurecer o coração junto com as juntas de meu corpo.

Muitas pessoas têm medo da morte – eu não tenho.
Tenho medo de perder minha alma saciando os apetites de meu corpo.

Muitas pessoas têm medo da solidão – eu não tenho.
Tenho medo de me juntar às pessoas apenas por apelos de meu corpo.

Muitas pessoas têm medo da dor – eu não tenho.
Tenho medo de viciar-me na busca do prazer de meu corpo.

Porém...

Há uma torre branca construída no alto de uma colina,
cujas janelas todas olham o mar.
Dentro desta torre há uma pequena imagem do sol,
dentro da qual repousa a Luz Viva.
Eu entro nesta torre e meu coração
novamente é um coração de criança.
Sento-me sobre seu piso de pedra,
a alma voa e a morte não me pode tocar.
Olho em volta e todos meus irmãos ali estão comigo.
Sinto o perfume do incenso,
os sentidos usufruem de uma alegria maior.

Não há medo. Nenhum medo.
Só amor.