30.5.03

Agradecimentos sinceros ao meu mais querido copydesk,
all-around great guy,
Cabritinho super-duper maravilhoso
O mais adorável socialmente incorreto de todos!
BEIJOS, RENAN CANELLAS!!!
Hummm... eu devia colocar aquela foto dele aqui...
Devia? Será que eu devia?
Hummmmm....
Hein?!

28.5.03

LADAINHA



Pai das borboletas
- ouvi-me
Criador das flores
- ajudai-me
Senhor dos ventos
- socorrei-me
Regente dos vôos
- amparai-me
Eterno Norte
- tende piedade de mim
Provedor do pólem
- acolhei a minha súplica
Mão que ampara as asas
- levai-me para junto de Vós
Sopro que eleva
- tornai meu vôo firme e confiante
Sol benfazejo
- realçai o brilho das minhas asas
Olhar que desabrocha as rosas
- guiai-me a Vosso Jardim Eterno
Voz que silencia o trovão
- acalmai a agitação em torno de mim
Presença faiscante de luz
- bani das minhas vistas a ilusão
Braço que sustenta o mundo
- tirai o peso do meu coração
Sois Vós o Pai amantíssimo
Sois Vós o Abraço amigo
Sois Vós o Olhar tolerante
Sois Vós o Amor que aconselha
Sois Vós a Vida que nunca cessa
Olha por Vossa filha que Vos ama...
Amém.

27.5.03

Improvisando sobre uma pequena história de Luis N.



De dentro para fora o sorriso cresceu anunciando a todos a completa alegria daquela mulher. Mas há sempre um momento em que é preciso deixar tudo para trás, e o sorriso não escapou à regra. A mulher ficou muito triste e, de fora para dentro, as suas lágrimas inundaram-lhe a alma e afogaram-lhe a tristeza. E tudo começou de novo.

Muitas vezes emudecemos nossa alma para escutar milhares de vozes do lado de fora. Mas silêncio de alma é uma coisa interessante. Quando silenciamos por dentro, a danadinha vai esperando, esperando, esperando, até que uma bela hora, sem aviso prévio, ela dá um grito angustiado de "CHEGA!"

Você não tinha percebido, porque não escutava sua voz interior, mas sim a voz daqueles outros todos que te amam / odeiam / querembem /queremmal / brincamcomvocê / queremvocêséria / queremseucolo / queremdarcolo .... você rodopiava, risonha, no meio do burburinho, mas enquanto isto a borboleta na sua alma preparava mais um casulo, pois era hora de crescer asas mais fortes, asas de borboleta monarca, azuis faiscantes e enormes. E veio a queda.

O casulo é escuro e amedrontador, principalmente porque você SABE que vai sair muito diferente do que entrou, e suas roupas velhas não vão servir mais; que certos acordos que você fez aqui fora não valem mais; que o contorcionismo de sua vontade para se adaptar à do outro acabou; que você vai sair deste sarcófago vivo com outra força, com outra sabedoria, seja do riso, seja da lágrima.

Há, sim, meu amigo, o momento de deixar tudo para trás. O meu momento é agora.

8.5.03



Conto para o dia das Mães


Conheceram-se, amaram-se e casaram-se, como fazem tantos casais. A Lua de Mel foram as férias que os dois não usufruíam fazia anos. Voltando de viagem, estabeleceram residência na espaçosa casa que esperava por eles. Pareciam um jovem casal bem de vida, como todos os casais bem de vida da rua. Aí começaram as diferenças, que tornaram aquela casa e aquela família a mais cheia de luz da vizinhança.

Quando completaram um ano de casados, depois do jantar a dois, ela deu a ele um presente. Uma caixa linda, forrada por fora de um suave tecido floral, e por dentro de ramos de alfazema seca. Não era uma caixa muito grande, um tanto maior que duas caixas de sapatos. Era uma linda caixa. Mas estava vazia.

- Bonito, amor! A caixa é linda mesmo... dizia ele solícito, sem entender muito bem o presente.
- Obrigada, meu doce, disse ela, fui eu mesma montei e que forrei. É a sua primeira caixa de lembranças.
- Caixa de lembranças?!
- É. Eu sei que você tem, no fundo daquela caixa que você guardou no sótão, lembranças da sua mãe, da sua avó, da menina que sua primeira esposa perdeu. Você me mostrou, faz muito tempo, antes de casarmos, lembra? Pois acho que guardar a memória das pessoas mortas que você ama no sótão é uma coisa muito triste. Resolvi que vou fazer uma caixa de lembranças para cada uma delas, e para os meus amores mortos também. Esta é a primeira. Você mesmo escolhe quais as lembranças que vai guardar nela. Vê, eu fiz uma para minha mãe.

Ele recebeu o presente em silêncio, olhou o cuidadoso carinho impresso na caixa, e sentiu que não ia segurar as lágrimas. Que não queria segurá-las. Deixando-as cair, beijou e abraçou sua jovem esposa, e examinou com ela as lembranças da mãe que ela depositara na caixa irmã da sua. Algumas fotos, uma ou duas medalhas (a mãe tinha sido muito religiosa em vida), o livro de meditação favorito, um caderno de capa dura...

- O que é este caderno?
- Ahm - ela parecia encabulada - enquanto eu montava a caixa, lembrei de muitas histórias minhas com minha mãe, mas não sabia como colocá-las aqui, então comecei a escrever este caderno... são as minhas lembranças de minha mãe.
- Posso ler?
- Pode, amor, claro, mas não espera grandes literaturas, viu, são só as coisinhas pequenas, as doçurinhas, até algumas brigas, são os dias comuns. Nada de mais...

Ele começou a ler, e as lembranças de sua mulher eram tão doces, tão lindas na sua simplicidade, que ele também começou a lembrar. A mãe fazia uma sobremesa que ele simplesmente amava, quando era criança. Ele implorava por aquele doce, como era mesmo que a mãe chamava? E aquele passeio que fez com os pais, onde ele viu neve pela primeira vez? As memórias começaram a fluir, rápidas, e ele contava para a mulher, e eles riam e trocavam lembranças, bebiam um bom licor e a sala foi ficando cheia de personagens do passado. O ascensorista daquele hotel, que fazia uma careta hilária para o pequenino garoto que ele fora, o cartão que recebera da mãe e o deixara tão orgulhoso, na sua formatura... ele o tinha em algum lugar....

- Nossa, quanta coisa que eu nem lembrava que lembrava! Acho que vou esquecer tudo de novo amanhã de manhã...
- Não vai não, disse sua mulher piscando e dando a ele um caderno de capa dura, igual ao seu. Pode começar a escrever.

Depois daquela noite, eles criaram o hábito de sentar e lembrar as histórias da infância, da adolescência. As diferentes caixas de lembranças foram surgindo, e os cadernos sendo preenchidos. Ela gostava de fazer trabalhos manuais, e reservara um aposento da casa como sua oficina. Era um cômodo amplo, com um janelão que dava para o quintal, um dos mais agradáveis da casa, e nele havia um armário comprado numa feira de antiguidades, que ela pintou e reservou para as caixas de lembranças. Eram quadradinhos coloridos e perfumados de memória. Quando as crianças vieram, elas foram incluídas neste hábito de lembrar, e o Dia de Finados era uma festa mais esperada que a Páscoa, ela fazia um grande almoço, e a criançada mal podia esperar pelo final da refeição:

- Mãe, traz as caixas, traz as caixas!!!

Era a tarde toda examinando fotos antigas, guardadas com todo cuidado em envelopes plásticos, para que não se rasgassem nas mãos dos mais pequenos, escutando as histórias, fazendo perguntas numa alegre algazarra.

- Pai, como foi mesmo que morreu esse seu amigo gato?
- Menina, respeito com o Joca! Era meu melhor amigo quando tinha sua idade. Aliás, acho que é meu melhor amigo até hoje.
- É o que dá menos despesas nos churrascos! Dizia a mulher rindo, abraçada a ele no sofá.
- Mãe, como foi mesmo seu passeio na Disney com a Vó Helena?
- Menino, você já escutou esta história mil vezes! Escolhe outra!
- Ah, manhê, é a minha favorita!
- Tá bom, tá bom...

Os amigos e conhecidos começaram a participar do que eles a esta altura chamavam de "história empacotada da família", e eles ganhavam cadernos especialmente trazidos de viagens à Europa, caixas lindas, fitas coloridas, envelopes. Quando morria alguém querido, a família, assim que o luto amainava, trazia para ela pequeninos pedaços de lembrança... "Mãe, põe na caixa do Vô Beto..." "Querida, olha que linda foto do seu pai que achei... põe na caixa..."

Quando ela morreu, ainda tão jovem, a família não suportou entrar no atelier por um bom tempo. As caixas de lembrança ficaram trancadas lá, pegando poeira, por quase um ano. Uma tarde de domingo, a filha mais velha, que sempre fora a mais apaixonada pelas tardes de histórias que os pais contavam, veio conversar com o pai:

- Pai, eu queria fazer um pedido.
- Pede, filha.
- Eu quero levar para minha casa o armário da mãe com as caixas de lembrança.
- Seus irmãos...
- Já falei com os dois. Eles estão de acordo. Eu preciso das caixas, porque quero começar a fazer a mais importante de todas, a caixa de lembranças da mãe.

O pai, velhinho, olhou fundo nos olhos da filha, tão parecida com a mãe, tão parecida... e lembrou daquele primeiro presente, da frase da esposa "... o sótão não é lugar para guardar suas memórias..." As lágrimas correram de novo. E, novamente, beijou na testa da filha a mulher que amava.

- Leva, então, filha.
- Ah, papi, obrigada!

O livro que ela escreveu, "A Caixa de Maria", foi um enorme sucesso de vendas e de crítica, e a lançou como a grande escritora de sua geração.

28.4.03

CARINHO

Ganhei linda borboleta, feita como um carinho, presente do meu querido Rogério ( http://pradomacedo.blogspot.com )


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O Rogério é uma daquelas pessoas que ficam tão quietinhas, são tão low profile, que os mais distraídos o deixam passar sem sequer perceber que ele está ali. Ele tem uma capacidade de mimetismo que o deixa praticamente invisível. Mas, aqueles que sabem o tesouro que ele é não deixam de buscá-lo por entre a folhagem. E lá está ele, o eterno Watcher, a nos espiar. E se temos a delicadeza de pedir com jeitinho, ele tem um monte de coisas para nos ensinar.

Amigo querido lá das plagas de Fortaleza, um beijo imenso!

22.4.03

Data Especial


Hoje meu amado Carneirão, se estivesse aqui, estaria recebendo meu beijo de aniversário. Ele foi velejar pelo infinito, deixando para trás muitas lembranças boas e muita saudade. Hoje, querido, não podia deixar de falar de ti, de mandar meu beijo. Só não sei onde tu estás, nestas tuas aventuras pelo cosmos, então abro a janela para o infinito e grito:




To Where You Are
Singer: Josh Groban
Music: Richard Marx
Lyrics: Linda Thompson


Who can say for certain?
Maybe you're still here.
I feel you all around me,
your memory's so clear.
Deep in the stillness,
I can hear you speak.
You're still an inspiration
Can it be that you are my forever love,
and you are watching over me from up above?

Fly me up to where you are
beyond the distant star
I wish upon tonight to see you smile,
if only for a while to know you're there.
A breath away is not far to where you are

Are you gently sleeping here inside my dream
And isn't faith believing all power can't be seen?
As my heart holds you just one beat away
I cherish all you gave me everyday
'Cause you are my forever love
Watching me from up above
And I believe that angels breathe
And that love will live on and never leave

Fly me up to where you are
beyond the distant star
I wish upon tonight to see you smile,
if only for a while to know you're there.
A breath away is not far to where you are

I know you're there
A breath away is not far
To where you are

17.4.03

Dor de alma


Quem chega aos 38 anos sem cicatrizes várias? Pequenas e grandes decepções, perdas de vários tipos, mudanças imprevistas de rumo. Estou começando a perceber que estou num tipo muito especial de casulo. Mais dolorido que o habitual, uma dor que vem em ondas, há momentos que atinge um pico que chega a ser uma dor física. Depois a onda segue adiante, e o que fica é um coração latejando com uma dor melancólica, uma mente que lateja com lembranças doídas, uma alma apertada dentro do casulo que parece ficar a cada hora menor.

Mas não é o casulo que fica menor. É a dor que vai lixando, lixando, e removendo cascas que tinham solidificado com o tempo, cicatrizes antigas, medos; lixando, lixando, lixando, expondo antigas janelas da minha alma que tinham suas cortinas cerradas e as vidraças cobertas com tábuas. E a lixa vai roendo, comendo os pedaços mortos de mim. E jogando luz no que estava escuro. Algumas coisas eu deixei ali, trancadas no escuro, por puro pavor de lidar com elas, e hoje descubro que -- apesar de ainda queimarem -- eu hoje sou capaz de domá-las e transformá-las. Mas dói, dói este peeling de alma.

Ao mesmo tempo, lá do fundo não sei de onde, deste lugar que de algum modo me faz quem eu sou, lá no fundo eu sinto um MOVIMENTO. Algo está se mexendo e subindo, neste mar inconsciente profundo, querendo vir à tona. E esta coisa forte e selvagem, e bela e pura, esta coisa com a qual não se negocia, esta coisa está insistentemente a me chamar. E eu não tenho como me negar. Subo até o penhasco escarpado da minha consciência e vejo aquela profundeza escura, que se mexe e me chama... vem... vem... vem...

Então eu me jogo -

Let Me Fall
Music: Richard Marx
Lyrics: Linda Thompson
Singer: Josh Groban


Let me fall
Let me climb
There's a moment when fear
And dreams must collide

Someone I am
Is waiting for courage
The one I want
The one I will become
Will catch me

So let me fall
If I must fall
I won't heed your warnings
I won't hear them

Let me fall
If I fall
Though the phoenix may
Or may not rise

I will dance so freely
Holding on to no one
You can hold me only
If you too will fall
Away from all these
Useless fears and chains

Someone I am
Is waiting for my courage
The one I want
The one I will become
Will catch me

So let me fall
If I must fall
I won't heed your warnings
I won't hear

Let me fall
If I fall
There's no reason
To miss this one chance
This perfect moment
Just let me fall

16.4.03

Premonições


No post do Asa do dia do meu aniversário, fiz uma retrospectiva da minha vida, e arrisquei uma olhada pra frente, para o ano que se iniciava. Hoje, depois de passado um tempinho, reli aquele texto. Cito então a mim mesma:

"O ano de 2003 começa portanto para mim com os primeiros ventos de uma forte tempestade. É um ano de abismo. Como 1981, vou ter de passar por ele da melhor forma possível, e realizar minhas tarefas a contento, de algum modo. Eu chego ao meu aniversário olhando para dentro deste abismo, e sabendo que vou ter de descer lá. Como até mesmo o Filho de Deus teve seu momento de falar "Pai, afasta de mim este cálice", suo frio, choro e rezo muito. Breve há de chegar o momento do "Mas seja feita a Sua vontade, e não a minha". Vou respirar fundo, fechar os olhos um instante, e começar a descer. Mas não agora, Pai, não ainda... "

Agora que estou no fundo deste vale de sombras, eu me espanto com a capacidade que tive de pressentir a dor que vinha, dor que eu nem podia prever qual seria. Nem em tamaho, nem em qualidade. Mas veio a tempestade e vieram diversas perdas, amigos e amigas que morreram, falsos amigos que se revelaram, amigos que sofrem, e no meio de tudo muita, muita incompreensão. E dói, dói a ponto de eu me perguntar se eu REALMENTE vou conseguir aguentar. Meu coração hoje é uma chaga aberta, que sangra sem que eu consiga fazer parar. A imagem do Jardim das Oliveiras permanece forte, quando percebo que meus amigos dormem e estou só na minha agonia. Que eles não entendem, não enxergam, e não adianta explicar.

Mas é assim que tem de ser. É mesmo aprendizado, como disse-me ontem um amigo. Vou-me esforçar para não cair em repetência destes ensinamentos tão dolorosos. Passar por eles apenas uma vez já é tormento suficiente para qualquer alma. E vou lutar para transformar cada gota de sangue vital que pinga do meu coração em um botão de rosa rubra, e depositar este ramalhete nesta próxima Sexta-Feira Santa aos pés da Cruz do meu Senhor. O cálice Dele foi o mais amargo de todos, ele que era o mais perfeito dos homens e ao mesmo tempo Filho de Deus. Diante da dor de Deus, que envia seu Filho Unigênito para ser torturado e desprezado pelos homens, para anular a distância que existia entre estes e o Pai, a minha é pequena demais para ser mencionada. Agradeço a Deus a chance de expandir minha alma, e não fujo do duro treinamento que ele me impôs. Aceito e me empenho em levar a cabo minhas lições. Em sua honra, querido Jesus.

Enquanto eu enfrento uma paixão pessoal, com os olhos fixos na Paixão de Cristo, peço aos meus amigos que aqui me visitam que tenham paciência de esperar por posts. Não é todo dia que eu suporto pôr em palavras o que sinto. E, às vezes, o que sinto é incoerente demais para ser posto em palavras. Desejo a todos uma Páscoa maravilhosa, e muitas bênçãos. Qualquer hora eu volto.

15.4.03



Escritores e guardanapos


Meu querido amigo Luis N. tem feito investigações muito interessantes no seu site http://milmaisuma.leiturascom.net a respeito da mania que muitos escritores têm de escrever em guardanapos de papel. Eu não tenho este hábito, porque raramente estou sem papel e caneta. Mas conheço pessoas que escreveram a primeira versão de quase todos os seus contos e poemas em guardanapos de papel. Uma destas pessoas, um velho amigo poeta, me inspirou para fazer este mini conto, que postei inicialmente nos comentários do site do Luis, e que fica registrado aqui como um carinho a um escritor que admiro e um amigo que adoro. Luis, Luis...

Ele era um poeta raivoso, que vagava pela noite irrequieto, como a perguntar às estrelas o que diacho elas tinham feito com o Sol. Muitas noites fui sua companhia de palavras e palavras, mas na maioria delas sua única companhia era o copo de cerveja, e à sua volta dançavam as musas. Elas sussurravam, sussurravam, susssuravam, era o poema perfeito! Angustiado, o poeta raivoso e entorpecido procurava roubar das musas o poema perfeito, mas a cerveja, amante ciumenta, só permitia o ocasional e irregular registro destas visões no frágil e translúcido guardanapo de papel dos bares mais sujos da cidade.

7.4.03

Como o coração estica!


Eu estou impressionada com algo de que me dei conta há pouquíssimo tempo. O coração é o músculo mais elástico do corpo humano! Não importa quantas pessoas você ame, tem sempre um espacinho para mais alguém. E como ele estica!

O meu coração anda esticado por tantas paragens diferentes! Desde a cidade de Goiânia, descendo até Aquidauana, Mato Grosso do Sul, indo ao extremo sul do país até Florianópolis e Porto Alegre, subindo de novo até São Paulo e rumando ao Nordeste, até Natal, Recife e Fortaleza, depois saltando o Atlântico num pulo, até Faro e Lisboa, em Portugal, e aterrisando finalmente em Casteldefels, Espanha. Em todos estes lugares está meu coração. Cada vez que ele bate, ele expande até ficar de um tamanho que alcance todos estes recantos, antes de contrair de volta ao meu peito.

Não é à toa que algumas vezes ele parece que vai arrebentar.