
On the eve of meeting a bunch of Irish-loving folks, here's an Irish blessing...
May those who love us love us.
And those that don't love us,
May God turn their hearts.
And if He doesn't turn their hearts,
May he turn their ankles,
So we'll know them by their limping.
26.8.04
17.8.04

Poemas de amor e dor
MEIO HOMEM INTEIRO
Meia selha
De lágrimas.
Meio copo
De água
Meia tigela
De sal
Meio homem
De mágoa.
Meio coração
Destroçado
Meia dor
A sofrer.
Meio ser
Enganado
Num homem
Inteiro a morrer.
Rogério 1974
14.8.04
"... o pensamento simples, a intenção inocente, a sua transformação natural em coisa muito grande, a capacidade de sustentar brava e alegremente esta coisa muito grande, a ausência da perda (ou a sua transformação em algo fértil e ainda maior e mais belo) e a perenidade." (Alfredo Votta)
Esta frase foi um soco no estômago. Visitava eu o blog de meu soberano e amigo Imperador da Svolonésia, e de seu texto suave vem um gancho que me agarra o coração e torce com força. Porque Alfredo, das profundezas de sua sensibilidade, consegue muitas vezes dizer o que todos nós sentimos com a exatidão do explorador viajado, que mapeou cada pedaço do caminho. There and back.
Falava ele de uma sonata de Schubert, mas falo eu de algo que acontece de vez em quando comigo. Esta frase descreve EXATAMENTE o tipo de amizade que ofereço, e o fato de eu oferecer coisa tão grande confunde e assusta as pessoas de intenções menores. Já fui chamada de carente, já fui chamada de sufocante, já fugiram de mim, já me rechaçaram com violência. Eu já me recolhi, ferida e perplexa, sem entender o motivo de tanta ruína onde só fora oferecido o bem. Já cheguei a questionar a estrutura mesma da minha personalidade, debruçando sem pena sobre ela e investigando-a com o cuidado de médico legista de seriado americano.
Mas a questão é esta: não posso, não quero e não devo aleijar minha alma, cortando-lhe as pernas e os braços, para entrar em espaços onde ela não cabe. Eu posso, sim, e ofereço, a todos por quem tenho afeto, a força de minha lealdade, a maciez e o calor do meu abraço, o ouvido atento e o coração aberto. Ofereço mesmo os espaços abertos para o vôo, e sugiro que tentemos ver que chega mais alto. Ofereço o riso e o choro sinceros, a gargalhada solta.
Mas eu não vou, nem mesmo por quem amo muito - e eu amo MUITO - transformar uma sonata de Schubert num samba de uma nota só.
13.8.04

Eu tenho estado, e vou estar, absolutamente absorvida neste projeto do grupo de estudos ao qual pertenço,o Brathair
Estou trabalhando, junto com meu caro amigo Prof. Dr. Álvaro Alfredo Bragança Junior, na coordenação geral deste simpósio, e está parecendo que vai ser um evento muito bacana.
No entanto,tudo na vida tem um preço a se pagar, e o meu neste caso é a absoluta falta de tempo e energia para produzir textos que não estejam relacionados ao simpósio. Sempre que eu puder vir aqui e dar um beijinho em cada um, prometo que venho. Mas, se eu sumir, não estranhem muito.
Estão, é claro, todos convidados a comparecer à Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, nos dias 30 e 31 de agosto e 01 e 02 de setembro, onde me encontrarão descabelada, esbaforida e muito feliz.
Eis o programa do evento...
SEGUNDA-FEIRA, 30 DE AGOSTO DE 2004
08:00h - Recepção de Material e Inscrições Novas
09:00h - Sessão de Abertura do Simpósio presidida pela Prof. Dra. Edione de Azevedo Trindade, Diretora da Faculdade de Letras da UFRJ e Representantes Consulares da Alemanha, Irlanda, Islândia, Noruega e Suécia
09:45h - Conferência Plenária I - Entre Druidas e Monges da Irlanda Prof. Dr. João Lupi (UFSC)
10:30 às 10:45 h - Intervalo
10:45 às 12:00 h - Mesa Redonda I - História e Literatura: cruzamentos interdisciplinares - Coordenador Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES) Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES)- O conhecimento histórico e a compreensão do passado: o historiador e a arqueologia das palavras
Profa. Dra. Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva (UFRJ)– Reflexões sobre o diálogo entre a Literatura e a História no estudo dos textos medievais
12:15 às 13:15h - Sessão de Comunicações Celtas I - Celtas e Cristianismo - Coordenadora: Grad.Tatiana Bina (USP/MAE)
O Casamento Divino - Grad. Tatiana Bina (USP/MAE)
São Columbanus: o propagador do monasticismo celta - Grad. Tatiana Machado Boulhosa (USP)
São Patrício e a evangelização da Irlanda: uma análise da Confessio. Habilidade missionária ou milagres? - Grad. Dominique Vieira Coelho dos Santos (UFG)
12:15 às 13:15h - Sessão de Comunicações Germânicas I - Os Germanos da Antigüidade a Carlos Magno - Coordenadora: Profa. Dra. Arlete José Mota (UFRJ)
Um Estudo sobre a Germania de Tácito - Profa. Dra. Arlete José Mota (UFRJ)
Solidariedade e Desacordo na Política Germânica da Europa Pós-carolíngia - Prof. Dr. José Ernesto Pimentel Filho (UFPB)
Carlos Magno, o Pai da Europa – a formação do Sacro Império Romano Germânico - Grad.Thiago das Chagas Santos (UNESP/Araraquara)
TERÇA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2004
08:00 às 09:00 h: Mini-Cursos
Mini-Curso 01 - Arqueologia Viking - Prof. Dr. Johnni Langer (FACIPAL)
Mini-Curso 02 - Do país das fadas ao país das letras: as narrativas celtas - Prof. Me. Adriana Zierer (UEMA) & Profa. Me. Luciana Campos (UNESP)
Mini-Curso 03 - As noções de Império e imperador no Sacro Império Romano Germânico - Prof. Dr. Moisés Romanazzi Tôrres (UFSJ)
09:00 - 09:15h: Intervalo
09:15 - 10:15h Conferência Plenária II - Contatos Culturais na Bretanha Romana - Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari (UNICAMP)
10:15 - 10:30h - Intervalo
10:30 - 12:00h: Mesa Redonda II - Aspectos Mágico-religiosos da Cultura Celta - Coordenador Prof. Dr. João Lupi (UFSC)
Prof. Dr. João Lupi (UFSC) - As Monjas Irlandesas
Profa. Me. Luciana de Campos (UNESP/ SJ Rio Preto)A Herança de Dana: Aspectos da magia feminina celta
Grad. Vitor S. Lares (UFF) - A Imortalidade da Alma: o outro mundo céltico, mito e rito funerário
10:30 -12:00h: Mesa Redonda III - História e Literatura como leituras do Sacro Império nos séculos XII a XIV - Coordenador Prof. Dr. Moisés Romanazzi Tôrres (UFSJ)
Prof. Dr. Francisco José Silva Gomes (UFRJ) Os conflitos dos poderes universais: o Papado e o Império (Século XIII)
Prof. Dr. Moisés Romanazzi Tôrres (UFSJ) O providencialismo do Império Universal segundo Marsílio de Pádua
Prof. Dr. Álvaro Alfredo Bragança Júnior (UFRJ) A Poesia Sentenciosa de Walther von der Vogelweide como proposta de retrato social: ficção ou realidade?
12:00 -12:15h - Intervalo
12:15 -13:15h: Sessão de Comunicações Celtas II - Cultura celta - entre a oralidade e a Literariedade - Coordenador: Prof. Me. Filippo L. Olivieri (UFF)
Prof. Me. Filippo L. Olivieri (UFF) Os Druidas e a Transmissão Oral entre os Celtas
Cláudio Quintino (escritor e representante da Druid Network) Mitos-Sociedade-Paisagem: um trinômio para a real compreensão da Cultura Celta
Grad. Victor André Ribeiro (FAFI) Cultura Folclórica vs. Cultura Clerical no Ocidente Medieval: as narrativas de origem celta e suas representações culturais
12:15 - 13:15h: Sessão de Comunicações Germânicas II – Germanos e Sacro Império: fontes histórico-literárias - Coordenador Prof. Me. Vinicius Cesar Dreger de Araujo (UnG)
Prof. Dr. Vinicius Cesar Dreger de Araújo (UnG) Existiu um projeto imperial de História? Otto de Freising e a Chancelaria de Frederico I Barbarossa
Pós-Grad. Marlon Ângelo Maltauro (FAFI) O Simbolismo da Floresta na Völsunga Saga
12:15 - 13:15h: Sessão de Comunicações Germânicas III - Aspectos da cultura germânica nos Contos de Fada, na Música e na Literatura - Coordenadora Profa. Sylvia Maria Trusen (UFPA – PUC/RJ)
Profa. Sylvia Maria Trusen (UFPA - PUC/RJ) Marienkind, ou do veto à Língua
Pós-Grad. Andréa Lívia de Souza Zierer (UFF) A Imagem da “Mãe Má” no conto Branca de Neve, dos Irmãos Grimm
Grad. Daniel Rodrigues de Castro (UFRJ) As influências do compositor alemão Richard Wagner na obra do poeta nicaragüense Rubén Darío: a busca de uma nova poesia através da ópera Lohengrin (1847) e do poema El Cisne de Prosas profanas (1896)
12:15 - 13:15h Sessão de Comunicações Germânicas IV - Germanos e Escandinavos: Identidade Cultural - Coordenador Prof. Dr. Johnni Langer (FACIPAL)
Grad. Everton Schwartz da Silva (FACIPAL) A construção da imagem dos povos germânicos
Grad. Jonas Mamlak (FACIPAL) A imagem dos guerreiros germânicos no imaginário contemporâneo
Grad. Wanilton Tadeu Dudek (FAFI) Temor viking: teorias da expansão escandinava durante a Idade Média
QUARTA-FEIRA, 01 DE SETEMBRO DE 2004
08:00 às 09:00 h: Mini-Cursos
09:00 - 09:15h: Intervalo
09:15-10:15h Conferência plenária III - Da "Germania" à península Hispânica: Aspectos do deslocamento, do assentamento e do poder na trajetória dos germanos - Profa. Dra. Leila Rodrigues da Silva (UFRJ)
10:15 -10:30h: Intervalo
10:30 - 12:00h: Painel - A estrutura nominal alemã em textos da história celta
Coordenadoras:
Profa. Dra. Maria José Monteiro (UFRJ)
Profa. Me. Sílvia D. Boger de Melo (UFRJ)
Autores (Graduandos UFRJ/FL):
Robson Carapeto
Fernanda Teleska Kerkhoff
Danielle Lima
Fellipe Carauta
10:30 a 10:45 - Mesa Redonda IV - Celtas e Germanos: História e Ficção - Coordenadora Prof. Me. Adriana Zierer (UEMA)
Profa. Me. Adriana Zierer (UEMA) - Artur: de guerreiro mítico a rei-perfeito
Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES) O Conto do Graal (c. 1178-1181) de Chrétien de Troyes e sua mitologia céltica
Orlando Paes Filho (Escritor) - Angus, o Primeiro Guerreiro: um exemplo de narrativa de ficção no contexto das Ilhas Britãnicas no século IX
12:00 -12:15h - Intervalo
12:15-13:15h: Sessão de Comunicações Celtas III - Celtas: entre os mitos e a História - Coordenadora: Profa. Assunção Medeiros (UCAM)
Profa. Assunção Medeiros (UCAM/ESCM) Processo Tradutório da História Eclesiástica das Gentes dos Anglos: uma introdução à obra de São Beda
Grad. Cláudio Quintino (escritor e representante da Druid Network) Resgatando os mitos Celtas
Grad. Daniele Silva de Oliveira (UFRJ) O Mito De Deirdre e o Desvelar De Uma Sociedade
12:15-13:15h: Sessão de Comunicações Celtas IV - Estudos de cultura celta: da Antigüidade clássica ao século XIV Coordenadora: Profa. Me. Jeanne Cristina Menezes Crespo (UFF)
Profa. Me. Jeanne Cristina Menezes Crespo (UFF) Celtiberos e Iberos: um estudo comparado acerca das representações nos textos clássicos e dos indícios arqueológicos
Graduado Ronaldo Salotto da Silveira (FACHA) – O princípio do entrelaçado na estética celta
Grad. Rafael de Abreu e Souza (UNICAMP) Druidas e Soldados - uma revolta ‘celta’ no primeiro século cristão: novas abordagens ao estudo da Revolta de Boudica
Grad. Bruno Costa Oliveira (UFES) A relação de soberania entre a Irlanda e o País de Gales no segundo ramo do Mabinogion: Branwen, filha de Llyr
12:15 - 13:15h Sessão de Comunicações Germânicas V - Temas de Cultura Germânica: o mundo viking e a Inglaterra do século XI - Coordenadora Profa. Me. Ana Denise Fagundes Lacerda (PUCRS)
Profa. Me. Ana Denise Fagundes lacerda (PUCRS) Uma re-edição do Recitudines Singularum personarum
Grad. Beatriz Ramos da Costa (UERJ) Santo Olavo – a luta contra a antiga fé
12:15 - 13:15h Sessão de Comunicações Germânicas VI - O mundo germânico-celta e a literatura medieval: fronteiras histórico-literárias - Coordenador Grad. Diego de F. B. Pereira (UFRJ)
Grad. Diego de F. B. Pereira (UFRJ) Manifestação do mundo anglo-saxão em Beowulf
Grad. Ana Gabriela Antunes Ribeiro (UNESP/Araraquara) Do vaticínio ao grunhido – resquícios do mito dos gigantes nas narrativas populares escandinavas
Grad. Rubens Malcher Froes (IFCS/UFRJ) Bardos e skalds: a tradição oral da narrativa entre os povos celtas e vikings
QUINTA-FEIRA, 02 DE SETEMBRO DE 2004
8:00 às 09:00 h: Mini-Cursos
09:00 - 09:15h: Intervalo
09:15 - 10:15h conferência plenária IV - Mitos Arturianos - Prof. Dr. Antonio L. Furtado (PUC/RJ)
10:15 - 10:30h - Intervalo
A partir de 10.30h: Entrega dos certificados
10:30 -12:00h: Mesa Redonda V - Religiosidades Germânicas: perspectivas historiográficas e literárias
Prof. Dr. Ciro Flammarion Cardoso (UFF): Teoria e metodologia para o estudo das religiões germânicas da Antiguidade e da Alta Idade Média
Prof. Dr. Johnni Langer (FACIPAL): A historiografia das religiões Vikings, De Rudolph Keyser (1854) a Neil S. Price (2003).
Prof. Dr. Álvaro Alfredo Bragança Jr. (UFRJ): Cristianismo e Paganismo nas fórmulas mágicas em antigo-alto-alemão: para uma discussão histórico-lingüística.
12:00 -12:15h - Intervalo
12:15-13:15h: Sessão de Comunicações Celtas V - Traços do mundo mágico celta na literatura contemporânea -Coordenadora: Profa. Dra. Shirley de Souza Gomes Carreira (UNIGRANRIO)
Profa. Dra. Shirley de Souza Gomes Carreira (UNIGRANRIO) A apropriação do mito de Ceridwen em As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
Prof. Dr. Afrânio da Silva Garcia (UERJ-UNESA)A imagística do desejo e da sua interdição nas lendas do rei Artur
Prof. Dr. Tatiana Alves Soares Caldas (UNESA/UniverCidade) Entre a Deusa e a Bruxa: reflexões sobre o imaginário pagão em Agustina Bessa-Luís
13:30h: Coquetel de Encerramento
5.8.04

Amor a seus pés
As pessoas falam em muitos tipos de amor. Eu não acredito nisto, sempre achei que amor fosse uma coisa só. E amor não acaba. Amor é perene. Tem uma pessoa que eu sei que sempre vou amar, apesar de não estarmos mais juntos faz algum tempo. Esta pessoa agora está num momento de sofrimento. Pois apesar da minha vontade ser me jogar aos pés desta pessoa e pedir para sofrer no seu lugar, o bom senso prevalece e eu sei que ele precisa do treinamento, duro o quanto seja. Amado, não fique triste, as coisas começam e acabam, e renascem em outro lugar. Descanse um pouco, respire fundo e siga adiante.
A música, como eu disse, é para você. Te amo muito.
As the world falls down
David Bowie
There’s such a sad love
Deep in your eyes, a kind of pale jewel
Open and closed within your eyes
I'll place the sky within your eyes
There's such a fooled heart
Beating so fast in search of new dreams
A love that will last within your heart
I'll place the moon within your heart
As the pain sweeps through
Makes no sense for you
Every thrill has gone
Wasn't too much fun at all
But I'll be there for you
As the world falls down
Falling
falling down
Falling in love
I'll paint you mornings of gold
I'll spin you valentine evenings
Though we're strangers till now
We're choosing the path between the stars
I'll leave my love between the stars
As the pain sweeps through
Makes no sense for you
Every thrill has gone
Wasn't too much fun at all
But I'll be there for you
As the world falls down
Falling
As the world falls down
30.7.04
Querido Milton,
Seus comentários no Asa estão merecendo um post-resposta. Aqui vai!
Primeiro, meu amigo, obrigada pelas sempre gentis palavras a respeito da qualidade dos textos. Eu ficaria envergonhada de me aproximar da Mônica Salmaso, mesmo virtualmente, e dizer "ei, veja o que eu escrevi procê"!... portanto, se você acha que vale a pena, faça-o você mesmo, meu caro amigo gaudério.
Segundo, para aqueles que ainda não sabem, este é o FLIP-famous Milton Ribeiro, o blogueiro que beijou Mônica Salmaso e que fez Miguel Souza Tavares explodir em sonoras gargalhadas. Vão ler o blog do moço, é um primor, e tem link aí na coluna ao lado. Não vou citar todas as FLIP-façanhas dele que testemunhei, porque sei que é uma criatura modesta. Mas já estou aqui a matutar se na próxima FLIP ele usará um uniforme e um cinturão FLIP de utilidades... Santa Literatura, Milton!
Por último, querido amigo, que bom que gostou do layout novo do Asa, mas para esclarecer uma sombra de dúvida que pairou no ar a respeito da cor azul, amo o azul por causa do céu de outono do Rio, amo o azul por causa da borboleta-azul, que um dia um amigo usou como vocativo carinhoso, amo o azul por causa do mar de Fernando de Noronha... mas só há um time gaúcho que faz meu coração bater acelerado, e o sangue -- rubro -- correr forte nas veias. Neste time nada há de azul, muito menos de azul-pijaminha!
Junto com o Milton, torço pelo time mais vermelho e maravilhoso que há:Internacional Sport Clube!
29.7.04
Debruça-te sobre tua voz para escutá-la:
tua voz existiu antes de tua forma.
Se o alarido do mundo não te permite entendê-la,
vai para o deserto,
e então a ouvirás com a inflexão inicial das palavras do Verbo
e com a fecundidade do Gênese ante o Fiat do Pai.
Ouve tua voz sobre a montanha para que o divino eco
atravesse os milênios
e reboe dentro de ti que és o templo de Deus!
Na tua voz adulta ainda existe o acalanto de tua ama
e o balanço de teu berço.
Ainda há apelos que vêm da alcova de teus pais,
ainda há os convites do instinto de tua juventude.
Debruça-te sobre tua voz e escuta as vozes que vêm nela,
as ressonâncias de ti próprio que nasceram contigo,
os bramidos dos ventos nas tuas velas rôtas,
a risada do diabo diante de teus desastres.
Ouve tua voz sobre o dorso do mar
onde ela flutuou no começo das coisas
e a água a concebeu e se tornou fecunda.
Ouve a tua voz entre as massas humanas
que como o mar se tornarão fecundas
e espalharão a palavra do Livro
pelas águas e pelos continentes.
28.7.04
Casa Nova
Ele é um jovem candidato a supermegawebdesigner, e o link dele está junto do blogger, nos créditos... (o "Cuméquié?") Quem estiver interessado em construir um blog novo, ou pensando em modificar o antigo, chamem o garoto que ele é bom.
Eu estou feliz feito criança em dia de Natal, abrindo pacotes de presente. E vem mais coisa bonita por aí!
Beijos de Borboleta
23.7.04
Filhos
Gostaria de ter escrito sobre um filho que tive, principalmente um texto lindo assim, mas nunca tive este privilégio de gestar. Ao ler este texto, minha reação primeira foi me afogar em lágrimas, porque perder um filho, ou não ter um filho, é sempre motivo de grande dor. Mas o texto é tão simples e firme na sua esperança, que acabei chorando e sorrindo ao mesmo tempo.
As coisas são simples assim, mesmo: ou se ama, ou não; ou se acredita que a vida é precioso dom de Deus, ou que a lei da selva prevaleça. Afinal de contas, se tudo é um acidente, que diferença faz a moral? Que diferença faz qualquer coisa?
Não, não estou e jamais fui niilista. Muito pelo contrário, tudo e todos à minha volta são tão preciosos que eu às vezes perco o fôlego. Ou choro feito uma boba.
Escrevi um texto no dia cinco de outubro do ano passado que tenho um filho. Escrevi com todo o coração o quanto amo este filho. Mas agora, descobri um texto de uma mãe que descreve com mais força o que é este amor, numa situação ainda mais dramática. Transcrevo então trechos do texto abaixo, e o dedico a meu filho Alex.
Querido Vítor
Você não sabe como ultimamente tenho me lembrado de você. Sabe porquê? Anda em voga o assunto de se permitir o aborto em caso de anencefalia, como foi o seu, lembra-se? Você não pode imaginar as barbaridades que mamãe tem escutado de pessoas grandes, não no sentido de grandes de coração, alma e inteligência, mas só por que são bem maiores do que você era quando esteve em meu ventre por nove meses, no entanto parecem não saber de nada.
Lembra-se daquela tarde, logo depois de mamãe sair da casa do vovô Inaldo quando foi fazer a primeira ultra-sonografia, no 3° mês de gestação? Estava tão tranqüila afinal quantas e quantas ultras mamãe já havia feito quando esperava os seus irmãos, Gabriel, Marcus e Raquel. Lembro-me como se fosse hoje, deitada na cama, o médico fazendo a ultra quando, de repente, me fez aquela pergunta: - É o seu primeiro filho? Logo respondi com toda a tranqüilidade - Não. É o quarto, por quê? Vi que demorava a responder e percebi que havia algum problema com você. Indaguei novamente: - Por quê? Está tudo bem com meu filho? O que ele tem?
A resposta foi seca e dura, como alguns médicos, ainda bem que nem todos, costumam tratar dessa forma a doença dos outros. Respondeu-me: - O seu filho tem um problema, não tem cérebro. Lembro-me de que comecei a chorar e perguntei a ele, na inocência de obter uma resposta científica: - O que vou fazer agora? E mais uma vez veio a frieza que na hora a mamãe não conseguiu captar, veio aquela resposta fria: - O seu médico sabe o que você tem que fazer! Perdoe-me, filho, por não ter dado uma resposta dura e clara ao médico naquele momento, mas a mamãe não conseguiu naquele instante captar a malícia do que ele queria dizer. Com certeza queria que eu te matasse.
Passei a te amar mais ainda nos dias que se passaram, por que fui entendendo coisas que até então não sabia. Conversei com o obstetra e ele então me explicou como seria essa "gestação especial". Enquanto estivesse comigo, dentro de mim, você estaria seguro, tranqüilo. Hoje entendo por que você não precisava de uma nova contribuição da mamãe para "ser", você já existia, já era um ser humano existente, já era meu filho. Você só precisava crescer, suas próximas fases seriam de autocrescimento, de desenvolver o que você já "era". Nos próximos meses a única coisa que mamãe teria de fazer e que você precisava como qualquer criança era de nutrição, oxigênio e o tempo. O seu tempo.
Você sabe o quanto foi difícil, saber que não te teria nos meus braços por muito tempo depois que você nascesse. Mas logo resolvi a questão, perguntei ao médico qual o máximo de tempo que poderia ter você em mim, e ele respondeu de 38 a 40 semanas. Logo eu tinha pelo menos 38 semanas para estar muito perto de você, te amando. Lembra-se dos beijinhos que o papai, o Gabriel, o Marcos e a Rachel davam na minha barriga para você? Lembra-se de nós todos rezando todas as noites pedindo para você ficar "bom do dodói", pois era assim que eu explicava para os seus irmãos o seu problema. E foi assim que os dias se passaram e no lugar da tristeza, entrou a alegria de ter você perto de nós, pelo tempo que Deus quisesse e fomos muito felizes.
Lembra-se filho quando mensalmente mamãe ia ao médico, para acompanhar a sua gestação e eu escutava o seu coração batendo forte dentro de mim? (140 batidas/minutos). E o quanto era bom saber que você estava ali. Não podia eu dizer que você era uma parte minha, pois desde a concepção você já existia com um código geneticamente diferenciado, original em relação ao meu. Como podem algumas pessoas dispor do que não lhes pertence?
E o tempo foi passando não é, filho, e aquele ser pequeno que existia em mim, já estava grande e pronto para nascer. Lembra-se que mamãe também sofreu muito quando estava chegando o dia do parto? É que eu sabia que o tempo de ficarmos juntos agora se tornava mais curto, não ficaríamos mais tão próximos como estávamos. Você tinha que nascer e seguir o seu caminho, o caminho que Deus-Pai havia traçado para você desde toda a eternidade. Nunca chorei de revolta, você sabe disso. Chorava de saudade, a mesma saudade que a mãe sente quando o filho se casa e vai embora, era a saudade natural de rompermos os laços com os filhos, às vezes mais cedo, outras mais tarde. Mas, nós seres humanos não somos, por mais que estejamos tentando ser, "Aquele que é". Somente Deus é Aquele que é - só Ele pode dar o ser a outros e somente Ele pode tirar a existência desse ser, fazendo sua história mais curta ou mais longa, mas todos fazemos história e ninguém tem o direito de interromper a história de vida de outra pessoa.
Você fez a sua história de Vida, fez a nossa história de vida, você até hoje é lembrado pelos seus irmãos. Sabia que muitas vezes a Raquel com apenas três aninhos, me perguntava quem tomava conta de você no céu? E aquela outra vez que estávamos eu e seus irmãos esperando em frente ao prédio onde morávamos a Kombi Escolar do seu Júlio, dias depois que você faleceu e o Gabriel com apenas quatro aninhos estava perto de mim, junto com a Raquel e o Marcos. De repente surge um senhor e me pergunta: - São seus filhos? - Sim, respondi. E ele novamente perguntou: - Você tem três filhos?: - São todos seus? - Sim respondi, tenho três filhos. O senhor foi embora, afinal era só curiosidade. Mas o seu irmão Gabriel olhou para mim e disse: - Por que você mentiu para ele? Na hora não entendi o que o seu irmão tão pequeno queria dizer e resolvi perguntar por que eu havia mentido para aquele senhor. Foi quando ele disse com toda a naturalidade e sentimento de família: - Você não tem três filhos, você tem quatro, por acaso esqueceu do Vitor que está no Céu?
Confesso que fiquei desconcertada naquele momento, pois é evidente que não havia esquecido você, afinal tinha poucos dias que você havia nos deixado. Tentei explicar a ele por que havia dado aquela resposta ao senhor, por que havia dito três ao invés de quatro, expliquei-lhe que a mamãe não havia mentido, apenas se reservado, afinal se dissesse quatro filhos, ele perguntaria onde ele estava e eu teria que falar toda a história para alguém que não conhecia. E assim expliquei ao Gabriel que às vezes devemos manter nossa privacidade. Mas ao mesmo tempo, depois daquele questionamento aprendi uma lição. Aprendi que seus irmãos tinham em você alguém muito presente, alguém que fazia parte daquela família, mesmo não estando ali entre nós e passei a dar a resposta que ele queria quando me perguntavam quantos filhos eu tinha. Dizia: - Tenho quatro, um faleceu. Hoje eu digo: - Tenho seis, um faleceu, pois após você vieram a Catarina e a Maria Teresa. Pronto estava resolvido o que incomodava o seu irmão. E ele, seu irmão, estava certo com apenas quatro anos de idade, porque você Vitor não era alguém que tinha passado pelas nossas vidas, você fazia parte dela, você era um pedaço de nossa história e eu não tinha que te esconder. Mas você sabe que nenhum de nós jamais te esqueceu.
E eis que chegou o grande dia. Era o dia de você nascer, mamãe e papai foram juntos para o hospital às 21:00 horas. Enquanto esperávamos os médicos chorávamos muito os dois, porque sabíamos que estava próximo a nossa separação. Mas você, já sabia que mamãe havia preparado o melhor para você durante os nove meses em que estivemos juntos, escolheu todos os médicos que iriam te dar todo o carinho que você precisaria e que eu não poderia dar naquele momento. Conversei com Dr. Dernival para que batizasse você ainda na sala de parto, eu queria te dar tudo que uma mãe quer para um filho, a Eternidade. Um pouco antes de entrar no Centro Cirúrgico ele ainda me perguntou: - Como ele se chamará? - Vítor, respondi com firmeza, vindo depois, a saber, que o seu nome significava "aquele que venceu" e você venceu mesmo!
Chorei muito quando recebi a notícia no dia seguinte pela manhã, pois você havia nascido às 23:50 hs e eu estava sedada, mas lembro-me que mesmo sonolenta perguntei ao Dr. Fernando (seu neonatologista), pessoa tão especial e humana, como você estava e apaguei ouvindo ao longe a resposta que você não estava muito bem. Doce Dr. Fernando quis poupar-me, você já havia morrido e ele havia ficado os 40 minutos de sua vida de mãos dadas com você, não te deixou sozinho nem um instante. O dia seguinte, ainda sem saber que você já era mais um anjo no céu, seu pai não me dava a notícia, pois o médico, havia pedido para que retardasse a mesma. E eu inocente via o seu pai chorar no quarto e brigava com ele para que fosse ver como você estava passando, ele simplesmente levantava da cadeira chorando, sem nada me dizer.
A notícia de sua morte me foi dada por um grande amigo nosso, sacerdote. Amigo de todas as horas difíceis de nossa vida, aquela pessoa que quando morrer, mesmo sem ser conhecida por todos, a Terra ficará diminuída porque a humanidade toda sentirá o peso de sua partida, assim como foi com Madre Teresa de Calcutá, assim como será com João Paulo II. São seres tão especiais que a morte deles nos diminui um pouco e nos faz refletir o quanto temos de trabalhar e fazer pela humanidade. Mas até nisso Deus pensou em mim, em quem me daria a notícia que iria doer tanto. Chorei muito, como nunca havia chorado antes na vida, era uma dor que não passava, parecia roer os meus ossos, o meu coração parecia que estava sendo arrancado do meu peito. Lembro-me e jamais esquecerei que num segundo fui inundada por uma paz interior, que jamais havia sentido antes, era um carinho de Deus pelo dever cumprido, quase um "consumatum est". Havíamos cumprido a nossa função de deixarmos você fazer a sua história e parte de nossa história.
E algumas horas depois recebi autorização do médico para numa cadeira de rodas, descer até a capela do hospital para dar o meu beijo em você, aquele que eu tanto esperava. Peguei-te nos meus braços e olhei com detalhes para você já de toquinha na cabeça. Era lindo demais. Seu nariz, sua boquinha, seus olhos, suas orelhinhas, suas mãos tão pequenas e delicadas, sua unha tão pequenina, era perfeito. É um momento que jamais vou esquecer. Dei-te um beijo suave na testa enquanto a lágrima corria, como corre agora, neste momento em que relembro o passado, e vejo de uma forma viva e clara o seu rosto sereno, angelical, porque você já estava no céu. Essa certeza eu tinha, pois você havia recebido o sacramento do Batismo antes de morrer. E não demorei muito ali porque todo o meu amor e carinho de mãe e de ser humano eu tinha te dado enquanto você esteve vivo no meu ventre, fazendo-me te amar a cada dia e respeitar você.
Vítor, meu filho, como você nos ensinou durante os nove meses que sofrimento não mata, mas ensina e faz crescer, nos torna mais gente e humano. Como sou grata a você por ter tido a chance de viver essa história, de ser forte porque você estava comigo. E como todo cidadão que nasce, também perante a sociedade que cobra atitudes tão contraditórias, você teve sua certidão de nascimento e certidão de óbito, porque respirou 40 minutos após nascer. E porque fez parte da história não só da nossa família, mas de toda a humanidade, você ganhou até um poema do vovô Inaldo, poema este publicado no livro de Outonos, em 2001 intitulado Elegia para o neto efêmero - Vítor Alonso Guimarães, poema suave e profundo como sua história de vida.
Sabe Vítor, li certa vez em um livro, em que um pai escrevia cartas para uma filha portadora da síndrome de Down, uma coisa muito bonita. Ele dizia que "Umas almas encarnam em corpos defeituosos que têm de viver com problemas mais ou menos visíveis e algumas até se alojam em seres com cérebros malformados, que limitam, como montanhas intransponíveis, os seus meios de expressão. Mas estas últimas são tão perfeitas quanto as outras almas, e o seu Anjo da Guarda recebeu uma missão mais importante do que a dos anjos restantes: não só deve tutelá-las constantemente, mas também proceder inicialmente a uma seleção dos pais que hão de ser, dia após dia, seus colaboradores para ajudar esse filho a realizar ações prejudicadas pela sua incapacidade". E é assim que me sinto com relação a você, uma privilegiada por ter sido escolhida para ser mãe de uma criança como você, que mesmo que vivendo tão pouco ensinou tanto para mim, para seu pai e seus irmãos.
Não gosto quando me chamam de heroína por ter levado a sua gestação até o fim, as mães que assim procedem não são heroínas, são só mães. A cada dia a ciência avança, descobre novidades, e aquilo que há alguns anos era perigo de vida para as mães, hoje são facilmente resolvidos face aos avanços de conhecimento gerais, científicos e tecnológicos. Acho que haverá um dia em que casos como o seu exigirão lutar pela vida e não pela morte. Os médicos falam que embora muito se saiba hoje sobre o cérebro, muito mais ainda tem que se saber, ainda há muito por descobrir.
Enganam-se aqueles que acham que nascido o feto, completo e perfeito tudo deu certo. O homem nunca está terminado, nesse momento deverá começar uma nova luta mais difícil e sofrida do que a de uma gravidez como da mamãe. É a tarefa de fazer este ser pequenino que nasceu, transformar-se num homem de verdade, num ser capaz de contribuir para uma sociedade justa, em defesa da vida, em defesa da verdade. E com certeza enquanto os homens julgarem-se no direito de dizer quem deve morrer, quem deve viver e quando isso se dará estaremos longe de sermos uma sociedade justa e muito menos humana.
Querido Vítor, acho que está na hora de terminarmos esta nossa conversa, afinal, você conhece a mamãe, ela fala demais. Meu anjinho, não se preocupe com as notícias que te dei, assim como existem pessoas fracas, intransigentes, existem pessoas cheias de amor de Deus no coração e essas pessoas estão sempre juntas para defender e esclarecer aos que se acham donos do bem e do mal, o quanto vocês seres tão pequeninos são seres humanos únicos e irrepetíveis. Você sim, não tem mais o que aprender, já conheceu todos os mistérios de Deus, já entendeu o porquê de sua história, por ter sido curta e ao mesmo tempo tão grandiosa.
E não se preocupe com as lágrimas que mamãe e papai derramaram, consolei-me quando li em um livro de Antônio Orozco, OS TRÊS SÓIS: a Sagrada Família - Editora Quadrante, que dizia: "às vezes, encontramo-nos mergulhados num mar de lágrimas... E o mar absorve-as, sem que consigam enchê-lo. Parece que se perdem inúteis, estéreis, estúpidas. Mas não. Todas as lágrimas vão parar no coração de Deus-Pai...".
Um beijo da mamãe.
Ana Lúcia
18.7.04
Não cesso de maravilhar com o fato de que tu me escolheste, ó ser de intensa beleza e dignidade. Não sei que bem fiz para merecer teu amor. Não é o amor fácil e risonho dos felizes; teu amor por mim é feito de olhares furtivos que só tu e eu entendemos. Teus gestos de afeto são contidos como os de todos que já sofreram.
Entretanto, nunca duvido da grandeza de teu amor. Sempre é com o coração transbordante que vejo a tua alegria com qualquer retorno meu à casa, uma explosão de felicidade que tem tão pouco em comum com o restante de teus gestos reservados. É com crescente gratidão que vejo você lentamente adoçar o temperamento, percebo que não és mais a criatura arredia que entrou na minha vida.
O meu amor por ti é tão grande que me custa lembrar que não consegues receber bem manifestações por demais efusivas de afeto; que contigo a sutileza e a delicadeza são ingredientes importantes da convivência diária. No entanto, é justamente esta contenção que me ensinas, gata amada, me ensinas a ser leve e delicada no trato, a entender naturezas diferentes da minha, a cuidar de não passar dos limites do outro. Ser tua tem sido um aprendizado de afeto.
É espantoso para mim escutar pessoas em toda a parte que gatos são animais pouco afetuosos e distantes. Os tolos que falam tal coisa provavelmente nunca viram com o eles podem, num piscar de olhos, sair de uma posição estática e cheia de fleuma e zunir pela casa como bólidos; parar tão abruptamente quanto começaram, porque PRECISAM pentear aquela areazinha exata do pêlo que estava fora do lugar; e, de queda, se você deixar, lambem seu pêlo também.
Quem não tem gato não sabe. Eles são barômetros de sentimentos. Quem tem um gato em casa e o observa com cuidado, aprenderá logo a detectar a situação emocional do ambiente pelo comportamento de seu felino. Ao observar minha linda Pompom ficar cada dia mais tranquila e feliz, só posso levantar os olhos para o Céu, sorrir e dizer: obrigada.

