14.11.07

Promessas e Comprometimentos

Nossos encontros e a maneira que eu penso nele quando não está comigo são tão pontuados por música que eu estou, literalmente, montando um CD com as MP3 todas, descobrindo não muito surpresa que já passaram de noventa músicas... Algumas delas são tão cardinais das direções que meu carinho por ele se desenvolve que eu acabo postando aqui.

Pois eis que chegou a hora de fazer promessas, de estabelecer parâmetros, de dar os passos para o lado e para trás para que seja possível andar para frente em compasso. Sei que ele, do seu jeito silencioso, está o tempo todo medindo e pensando. Sei que tem medo da distância física, dos problemas todos, do passado de um e de outro.

Amado, que dizer? Você já sabe o quanto eu te quero...
Quer tempo? eu espero.
Quer silêncio? eu calo.
Quer pisar no freio? eu desacelero.
Quer saber se eu me adapto? a quase tudo.
Quer pensar na melhor forma de seguir? Que tal juntos?


Ah, sabe que mais? Uma música, mais uma vez, já disse tudo.


Dia Branco
Geraldo Azevedo / Renato Rocha

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...

Eu te prometo o sol,
Se hoje o sol sair,
Ou a chuva...
Se a chuva cair.

Se você vier,
Até onde a gente chegar,
Numa praça na beira do mar,
Um pedaço de qualquer lugar...

Nesse dia branco,
Se branco ele for,
Esse tanto, esse canto de amor
Oh! oh! oh!...

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo...

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...

Te prometo o sol,
Se hoje o sol sair,
Ou a chuva...
Se a chuva cair.

Se você vier,
Até onde a gente chegar,
Numa praça na beira do mar,
Num pedaço de qualquer lugar...

Nesse dia branco,
Se branco ele for,
Esse tanto, esse tonto,
Esse tão grande amor,
Grande amor...

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo...

Um comentário:

Marcos disse...

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro

O amor é doce, é leve, faz-nos caminhar por relvas e por espinhos, porém sublima-nos a alma. Ao encontrar com o amor cumprimente-o como velhos conhecidos, pergunte pelos amigos em comum, dê um forte abraço de despedida e diga: Até breve! E assim teremos a alegria da conicidência de encontrá-lo a cada esquina, numa linda manhâ de primavera.

Beijos saudosos

Marcos < www.grilhoesdeandromeda.weblogger.com.br>